Ir para o conteúdo

Algoritmo — Bronquiolite Viral Aguda

Fonte institucional: PRO.PED.002 — Bronquiolite Viral Aguda
Versão: 03
Emissão: 11/03/2025
Status: Migração fiel do algoritmo institucional; conteúdo científico não revisado nesta etapa.

Classificação inicial

ParâmetroLeveModeradaGrave
AlimentaçãoNormalMenos que o normalNão aceita
Frequência respiratória< 60 ipm (< 2 meses) / < 50 ipm (> 2 meses)> 60 ipm> 70 ipm
TiragemLeveModeradaGrave
Batimento de asa nasal / GemênciaAusenteAusentePresente
SpO₂> 92%88–92%< 88%
ComportamentoNormalIrritávelLetárgico

BVA leve

Conduta

  • Suporte clínico;
  • avaliar possibilidade de alta;
  • orientar retorno programado ao pronto-socorro ou acompanhamento ambulatorial.

BVA moderada

Conduta inicial

  • Suporte clínico;
  • teste terapêutico com broncodilatador inalatório.

Se houver resposta favorável

  • Manter broncodilatador conforme resposta e necessidade clínica.

Se não houver resposta

  • Manter terapia de suporte.

BVA grave

Internação e avaliação

  • Internação;
  • suporte clínico;
  • radiografia de tórax;
  • hemograma;
  • provas inflamatórias;
  • gasometria;
  • pesquisa viral conforme indicação institucional;
  • considerar teste terapêutico com broncodilatador ou adrenalina conforme o protocolo.

Oxigenioterapia

Suplementar oxigênio visando SpO₂ > 92%.

Escalonamento ventilatório

VNI

Indicada em desconforto respiratório moderado a grave com refratariedade às medidas de suporte e oxigenioterapia.

VPM

Indicada:

  • na falha da VNI; ou
  • como primeira escolha em insuficiência respiratória associada à instabilidade hemodinâmica.

Critérios para cuidados intensivos

Considerar cuidado intensivo diante de:

  • apneia;
  • pCO₂ venosa > 60 mmHg e/ou pH < 7,30;
  • alteração do nível de consciência ou hipotonia;
  • SpO₂ < 92% apesar de oxigenioterapia padrão com cateter nasal a 2 L/min;
  • aumento significativo do trabalho respiratório;
  • fadiga.

Critérios de alta

Considerar alta diante de:

  • estabilidade e melhora clínica sustentada;
  • paciente afebril;
  • ausência de necessidade de suporte ventilatório;
  • ausência de necessidade de oxigenioterapia por pelo menos 48 horas;
  • ingestão oral adequada.

Oseltamivir

Considerar conforme os critérios descritos no protocolo institucional, incluindo os contextos de influenza/SRAG.

As doses e indicações completas permanecem descritas no protocolo institucional.