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Crise de Exacerbação de Asma na Infância

Documento: PRO.PED.004
Emissão: 11/03/2025
Próxima revisão: 11/03/2028
Versão: 03
Instituição: Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho — HUSE
Status no PAI: Migração fiel do documento institucional; conteúdo científico não revisado nesta etapa.

1. Conceito

Doença inflamatória crônica, cíclica, multifatorial, com interação de fatores genéticos e ambientais, caracterizada por hiperresponsividade e obstrução das vias aéreas inferiores e limitação do fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento.

Cursa com episódios de dispneia, sibilos, tosse, chiado no peito, falta de ar e opressão torácica.

É a doença crônica de maior prevalência na infância.

Nas crianças menores de 2 anos, o diagnóstico de asma é particularmente difícil e deve ser considerado em lactentes com mais de 2 episódios de crise de sibilância, com resposta a broncodilatador e com antecedentes pessoais ou familiares de atopia.

2. Objetivos

Padronizar o atendimento ao paciente pediátrico com quadro de exacerbação de asma no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE).

3. Justificativas

A asma é uma doença com fisiopatologia bem estabelecida e a disponibilidade de evidências científicas em relação ao manejo deve ser utilizada para que se atinjam os melhores desfechos nas crises de exacerbação.

4. Critérios de Inclusão e Exclusão

Inclusão

Serão incluídos neste protocolo:

  • pacientes entre 6 e 12 anos com asma já diagnosticada, apresentando crise de exacerbação;
  • pacientes entre 6 e 12 anos sem diagnóstico de asma, porém apresentando episódio de sibilância ou desconforto respiratório com possibilidade de crise de exacerbação de asma;
  • pacientes abaixo de 6 anos quando houver:
    • história de sibilância recorrente;
    • sibilância sem sinais de infecção viral;
    • história familiar em primeiro grau de asma;
    • história pessoal de rinite alérgica ou dermatite atópica.

Exclusão

Pacientes abaixo de 2 anos com primeiro episódio de sibilância devem ser abordados como bronquiolite viral aguda.

5. Atribuições, Competências e Responsabilidades

I. Médico pediatra diarista

  • Realizar evolução diária do paciente internado, registrando adequadamente em prontuário;
  • solicitar exames e interconsultas necessários;
  • realizar procedimentos do pediatra geral:
    • coleta de gasometria arterial;
    • punção lombar;
    • intubação oro ou nasotraqueal;
    • passagem de agulha intraóssea;
    • instalação de suporte ventilatório;
    • manobras completas de reanimação;
    • punção suprapúbica;
  • preparar a prescrição de cuidados e medicamentos;
  • estabelecer programação terapêutica;
  • realizar abordagem da família para discutir aspectos relacionados à internação, patologia e tratamento;
  • indicar alta, do setor ou hospitalar, e/ou transferência;
  • proceder aos relatórios, encaminhamentos e receitas necessários, procurando manter a continuidade do cuidado do paciente.

II. Médico pediatra plantonista

  • Realizar admissão e internação do paciente transferido, preenchendo documentação necessária;
  • atender intercorrências;
  • solicitar exames;
  • realizar procedimentos do pediatra geral;
  • estabelecer condutas necessárias à estabilização do paciente;
  • indicar transferência, quando necessário, e proceder aos relatórios e encaminhamento;
  • explicar à família ou responsáveis as informações cabíveis;
  • registrar todas as suas ações assistenciais em prontuário.

III. Médico especialista — Pneumologia Pediátrica

  • Realizar avaliação especializada quando solicitada a interconsulta;
  • registrar sua avaliação no prontuário do paciente, explicitando sua impressão do caso;
  • indicar a conduta mais adequada na perspectiva da especialidade.

IV. Nutricionista

  • Realizar avaliação nutricional, registrando em prontuário sua impressão, diagnóstico nutricional e prescrição dietoterápica;
  • discutir com médico assistente necessidade de nutrição por vias alternativas;
  • supervisionar preparo e administração de dieta.

V. Fisioterapeuta

  • Realizar avaliação física geral, registrando em prontuário sua impressão, condição do paciente e conduta fisioterápica;
  • discutir com médico assistente necessidade de suplementação de oxigênio ou suporte ventilatório;
  • supervisionar suporte ventilatório em conjunto com equipe médica.

VI. Enfermeiro

  • Realizar avaliação de enfermagem, registrando em prontuário e procedendo à prescrição de cuidados;
  • supervisionar e dar apoio às atividades assistenciais de enfermagem ao paciente;
  • realizar procedimentos do enfermeiro:
    • curativos estéreis;
    • desbridamentos de feridas e aplicação de coberturas;
    • aspiração de vias aéreas;
    • sondagem vesical;
    • sondagem nasogástrica, inclusive para realização de lavado gástrico e coleta de amostra;
    • sondagem nasoentérica;
    • manobras de reanimação;
    • punção arterial e jugular;
  • prestar informações às famílias concernentes à assistência de enfermagem.

VII. Técnico de enfermagem

  • Verificar sinais vitais;
  • preparar e administrar medicamentos e compressas;
  • realizar curativos não estéreis;
  • realizar punção venosa periférica;
  • instalar saco coletor de urina;
  • higienizar paciente acamado e leito/mobiliário assistencial;
  • realizar mudança de decúbito do paciente e proteção de proeminências ósseas;
  • auxiliar enfermeiro em procedimentos;
  • auxiliar a equipe de ressuscitação;
  • transportar de forma segura o paciente;
  • registrar suas ações em prontuário.

VIII. Técnico de laboratório

  • Realizar punção venosa periférica para coleta de amostra de sangue para exames;
  • realizar coleta de hemocultura;
  • realizar acondicionamento e coleta de amostras do paciente.

6. História Clínica e Exame Físico

I. Anamnese — o que verificar?

Características da crise

  • duração;
  • tratamento efetuado;
  • uso atual ou recente de corticoide sistêmico;
  • tratamento intercrise/manutenção;
  • vômitos associados;
  • jejum.

Presença de fatores desencadeantes

  • alérgenos ambientais;
  • infecções, mais comumente virais;
  • exercícios;
  • irritantes químicos;
  • fatores emocionais;
  • drogas;
  • corantes;
  • tabagismo passivo.

Antecedentes

  • antecedente familiar;
  • episódios anteriores;
  • histórico de hospitalização;
  • histórico de intubação orotraqueal;
  • ventilação mecânica prévia.

Sinais e sintomas de desconforto respiratório recorrente

São descritos como piores à noite e no início da manhã:

  • tosse, geralmente seca;
  • dificuldade para respirar;
  • taquidispneia;
  • aperto no peito;
  • chiado;
  • sibilos à ausculta pulmonar;
  • retrações subcostais e intercostais;
  • má perfusão;
  • cianose;
  • vômitos incoercíveis.

II. Exame físico — o que avaliar?

  • estado geral do paciente;

  • sinais vitais:

    • temperatura;
    • frequência respiratória;
    • frequência cardíaca;
    • pressão arterial;
  • uso de musculatura acessória;

  • fatores complicadores:

    • anafilaxia;
    • pneumonia;
    • atelectasias;
  • outras condições que podem explicar dispneia aguda:

    • aspiração de corpo estranho;
    • obstrução laríngea;
    • insuficiência cardíaca.

    Classificação da crise de exacerbação da asma

A classificação institucional da gravidade está disponível na Biblioteca Clínica:

👉 Abrir Classificação da Crise de Asma na Urgência

Indicadores de obstrução grave da via aérea com risco de PCR

  • alteração do nível de consciência;
  • taquicardia;
  • taquipneia;
  • incapacidade de completar uma sentença sem uma respiração;
  • murmúrio vesicular ausente;
  • bradicardia;
  • fadiga;
  • acidose ou hipóxia grave, com PaO₂ < 60 mmHg;
  • PaCO₂ normal ou elevada;
  • pH arterial baixo;
  • história de exacerbações graves súbitas na urgência;
  • história de intubação por asma;
  • admissão prévia em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica por asma;
  • mais de 2 internações ou 3 idas ao pronto-socorro no ano;
  • uso frequente de corticoides sistêmicos.

7. Exames Diagnósticos Indicados

I. Gasometria arterial

Deve ser considerada em pacientes com crises graves que não respondem ao tratamento inicial ou que estejam apresentando deterioração clínica.

Fadiga e sonolência sugerem que a PaCO₂ pode estar aumentando.

PaO₂ < 60 mmHg e PaCO₂ normal ou aumentada, especialmente > 45 mmHg, indicam insuficiência respiratória.

II. Hemograma

Realizar somente quando houver suspeita de infecção bacteriana.

Via de regra, o hemograma é normal, podendo apresentar algum grau de eosinofilia. Pacientes em uso de corticoide podem apresentar leucocitose.

III. Radiografia de tórax

Realizar somente quando:

  • houver evolução desfavorável;
  • existirem dúvidas no diagnóstico;
  • houver suspeita de complicações;
  • houver suspeita de pneumonia;
  • houver suspeita de outras patologias associadas.

A imagem padrão descrita é de hiperinsuflação com rebaixamento do diafragma e retificação dos arcos costais.

IV. Eletrólitos

Realizar somente em caso de:

  • uso de altas doses de beta-agonistas, especialmente por via parenteral;
  • desidratação secundária.

8. Tratamento Indicado e Plano Terapêutico

I. Beta 2 agonistas

Medida mais importante no tratamento.

Fenoterol

Apresentação: 1 gota = 0,25 mg.

Dose: 1 gota para cada 3 a 5 kg, mínimo de 2 gotas e máximo de 10 gotas, 3 vezes de 20/20 minutos.

Salbutamol spray 100 mcg com espaçador

Dose: 50 mcg/kg/dose = 1 jato/2 kg.

  • mínimo de 2 jatos;
  • máximo de 10 jatos;
  • administrar 3 vezes de 20/20 minutos.

II. Anticolinérgicos — Brometo de Ipratrópio

  • Usar nas crises moderadas a graves;
  • administrar de 20/20 minutos na primeira hora, totalizando 3 aerossóis;
  • não repetir após a primeira hora;
  • o uso precoce está associado à redução na taxa de internamento.
PesoDose
< 10 kg10 gotas
10–30 kg20 gotas
> 30 kg40 gotas

20 gotas = 0,25 mg = 250 mcg.

Observação: não usar menos de 10 gotas.


III. Corticoides

  • Usar nas crises moderadas a graves;
  • dar preferência à via oral, mesmo nos casos graves, desde que a criança não esteja com sensório rebaixado e não haja risco de vômitos e broncoaspiração;
  • o pico de efeito é de pelo menos 4 horas.

Prednisolona — VO

Ataque: 2 mg/kg/dose.

Manutenção: 1 mg/kg/dia, em dose única pela manhã, por 3 a 5 dias.

Faixa etáriaDose máxima
0 a 2 anos20 mg/dia
3 a 5 anos30 mg/dia
> 5 anos40 mg/dia
Adolescentes60 mg/dia

Metilprednisolona — EV

Ataque: 2 mg/kg.

Manutenção: 1–2 mg/kg/dia, divididos de 6/6 h, idealmente, ou 12/12 h, por 5 dias.

Dose máxima: 60 mg/dia.


IV. Sulfato de Magnésio

Não usar em menores de 2 anos.

  • Usar nos casos refratários a 2 sequências de beta 2 agonista associado ao corticoide, em dose única;
  • não interromper o beta 2 agonista em ciclos de 20/20 minutos durante a infusão;
  • medir a pressão arterial no início, no meio e ao final da infusão.

Observação: alertar para queda da pressão arterial sistólica abaixo de 70 + (2 × idade).
Se ocorrer hipotensão, interromper imediatamente a infusão e administrar SF 0,9% — 20 mL/kg em bolus.

Apresentação do MgSO₄Dose únicaDose máximaModo de usar
10% — 1 mL = 100 mg50 mg/kg/dose = 0,5 mL/kg/dose2 g ou 20 mLDiluir em SF 0,9% — 100 mL e correr EV em 40 minutos
50% — 1 mL = 500 mg50 mg/kg/dose = 0,1 mL/kg/dose2 g ou 4 mLDiluir em SF 0,9% — 100 mL e correr EV em 40 minutos

No caso de resposta insatisfatória, pode-se completar a dose para um total de 75 mg/kg, ou seja, administrar mais 25 mg/kg em 20 minutos.


V. Terbutalina

Usar nos casos:

  • refratários ao sulfato de magnésio e que ainda necessitem de nebulização com intervalos menores de 1/1 h;
  • com PaCO₂ > 45 mmHg;
  • com PaO₂ < 60 mmHg;
  • quando não houver salbutamol inalatório disponível no serviço.

Realizar monitorização contínua.

Suspender se FC > 200 bpm ou na ocorrência de arritmias.

Apresentação: 1 mL = 0,5 mg = 500 mcg — ampola de 1 mL.

Ataque

Dose: 10 mcg/kg = 0,02 mL/kg.

Modo de usar: diluir em 50 mL de SF 0,9% EV e correr em 30 minutos.

Manutenção

Dose: 0,4 mcg/kg/min.

Preparo: 10 ampolas e ½ (10,5 mL) em 100 mL de SF 0,9%.

Infusão: administrar peso/2 por hora em bomba de infusão.


VI. Oxigenioterapia

  • Instalar para SaO₂ < 95%;
  • objetivo: manter SaO₂ alvo entre 95 e 98%.

O que não fazer

  • mucolíticos;
  • xantinas — aminofilina;
  • terbutalina subcutânea em substituição ao beta 2 agonista inalado;
  • corticoide venoso se o paciente consegue ingerir por via oral;
  • corticoide em dose de ataque permanente;
  • corticoide por tempo indeterminado;
  • dose baixa de ipratrópio;
  • introduzir antileucotrienos.

9. Critérios de Mudança Terapêutica

Indicar cuidados intensivos se houver:

  • insuficiência respiratória após 3 sequências de broncodilatador inalatório, corticoide e sulfato de magnésio;
  • SaO₂ < 94% em uso de oxigênio e após 3 sequências de broncodilatador inalatório, corticoide e sulfato de magnésio;
  • necessidade de beta 2 agonista de 1/1 h após 6 horas de abordagem, sem conseguir espaçar;
  • necessidade de terbutalina venosa;
  • apneia;
  • gasometria com pH < 7,3;
  • PaCO₂ > 45 mmHg em pacientes graves;
  • choque.

10. Critérios de Internação

Internar diante de:

  • desconforto respiratório persistente;
  • necessidade de beta 2 agonista inalatório de 3/3 h;
  • recusa alimentar;
  • SaO₂ < 94% em ar ambiente;
  • casos graves na chegada, mesmo com boa resposta inicial.

11. Critérios de Alta ou Transferência

I. Alta

Considerar alta quando houver:

  • beta 2 agonista de 4/4 h;
  • esforço respiratório leve ou ausente;
  • SaO₂ > 94% em ar ambiente;
  • melhora do estado geral e da atividade;
  • alimentação adequada.

Manter as medicações que a criança já fazia uso.

Crianças com primeiro episódio de sibilância grave ou crises recorrentes, de 2 a 3 episódios, devem receber corticoide inalatório:

Beclometasona: 50 mcg a cada 12 horas
Modo de uso: 1 jato a cada 12 horas, com espaçador e máscara.

Manter por pelo menos 3 meses, até avaliação em ambulatório especializado.

Encaminhar para acompanhamento especializado.

II. Transferência

Realizar transferência quando houver necessidade de avaliação ou procedimento não disponível no HUSE.

12. Fluxograma

O algoritmo assistencial da crise de exacerbação de asma está disponível na Biblioteca Clínica:

👉 Abrir Algoritmo — Crise de Exacerbação de Asma

13. Monitoramento

O indicador de monitoramento do protocolo será:

LINHA DE CUIDADO — CONTINUIDADE

Indicador

Numerador: pacientes de alta com diagnóstico de asma, com tratamento intercrise prescrito e encaminhamento a ambulatório especializado.

Denominador: pacientes de alta com diagnóstico de asma.

Meta do indicador: 0,9.


Referências

  • AEHLERT, B. PALS Emergências Pediátricas — Guia de Estudo. Mosby, 2014.
  • BITTAR, Tânia Mara Baraky; GUERRA, Sérgio Diniz. Uso do sulfato de magnésio venoso para tratamento da asma aguda grave da criança no pronto-socorro. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 24, p. 86–90, 2012.
  • FERREIRA, A. V. S.; SCHVARTSMAN, B. G. S.; DE OLIVEIRA, C. A. C.; SCHVARTSMAN, C.; TRASTER, E. J.; DE ALMEIDA, J. F. L.; ABRAMOVI, C. Emergências Pediátricas: Manuais de Especialização Albert Einstein. Manole.
  • FIRMIDA, Mônica. Abordagem da exacerbação da asma em pediatria. Rev. Ped. SOPERJ, v. 17, supl. 1, p. 36–44, 2017.
  • GILIO, A. E.; GRISI, S.; BOUSSO, A.; DEPAULIS, M. Urgência e Emergências em Pediatria Geral. Atheneu, 2015.
  • GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2024. Updated July 2024.
  • LOPEZ, F. A.; GIRIBILA, F.; KONSTANTYNER, Tulio. Terapêutica em Pediatria. Manole, 2012.
  • MORGENSTERN, Beni et al. Guia do Episódio de Cuidado: Crise Asmática em Crianças e Adolescentes — Diretrizes para o diagnóstico e tratamento. Hospital Albert Einstein, 2022.
  • MURAHOVSCHI, J. Pediatria Urgências + Emergências. Savier, 2010.
  • AMERICAN HEART ASSOCIATION. Suporte Avançado de Vida em Pediatria. 2010.
  • TORO, A. A. D. C.; MURAMUTI, L. M.; COCOZZA, A. M. Doenças Pulmonares em Pediatria: Atualização clínica e terapêutica. São Paulo: Atheneu, 2014.

Histórico de Revisão

VersãoDataDescrição da alteração
0103/2016Elaboração inicial do documento
0203/2019Revisão e atualização do documento
0313/02/2025Adequação aos critérios de Asma do GINA 2024

Elaboração

  • Christiane Barreto — Médica; Coordenadora da Pediatria / HUSE

Data: 03/2016

Análise e Revisão

  • Camile d’Ávila Levita — Médica Infectologista Pediátrica / HUSE
  • Camilla Guerra Matos — Médica Pneumologista Pediátrica / HUSE
  • Vanise Aragão Parente — Médica Infectologista da Pediatria / HUSE

Data: 13/02/2025

Validação

  • Izadora Barroso Torres — Serviço de Gestão da Qualidade Hospitalar / HUSE

Data: 10/03/2025

Aprovação

  • Lycia Maria Diniz Mendonça Alves — Diretora Técnica / HUSE

Data: 11/03/2025